quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012



Sometimes love is not enough and the road gets though
I don't know why
Keep making me laugh,
Lets go get high
The road is long, we carry on
Try to have fun in the meantime

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

É como se toda sensibilidade que eu já tive um dia, evaporasse pelas minhas mãos...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cotidiano

Eu sinto suas mãos repousadas em meu pescoço, acalmando minhas preocupações. Diminuindo as minhas angústias. Ouço a voz reclamando, e não consigo conter o riso. Quão duas pessoas podem ser tão , diferentemente, iguais? Em quase tudo. Talvez seja isso que nos aproxime, nosso mistério. O meu ser bem resolvido, e o seu experiente de convicções e teorias comprovadas pelo tempo.
Se quisesse saber, eu desvendaria meus mistérios. Mas acredito que é exatamente isso que você não quer . Minha incógnita te atrai mais que as cartas viradas na mesa.
Fico aqui, regando nosso amor - com poucas cobranças. Enquanto te vejo cuidar de nossa vida -com poucos almejos de eu tomar as rédeas de qualquer situação.
Deixa eu gostar das minhas músicas, livros, artigos, escrever baboseiras, fazer jantar, contar serenatas, decorar teus bordões, planejar minhas falhas.
Que eu penso em te dividir com as poucas coisas que retém tua completa atenção - ao menos por poucos instantes. Eu sei bem, que o foco de todo o restante do tempo é divido , igualmente, para uma metade do seu ser, e eu. E apesar de conseguir fazer qualquer cabeça boa estourar, fico satisfeita em , dificilmente, bagunçar a sua.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Nunca fiz contagem regressiva de dias com tanta ansiedade quanto estou fazendo agora. De um rumo certo, concreto pra tomar.
Raramente deixo meus olhos repousarem nos de outrem que não sejam os seus - ou os dela.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Definido

Me oponho ao pouco proferido, como se tivesse escrito o que eu não deveria materializar. Sinto esse apego por qualquer coisa macia que possa tocar. E quando arrasto o olhar, é pra relembrar tempos memoráveis que foram tão recentes pra mim - e pra ti apenas vultos de inconsiderâncias. Não vejo o que posso oferecer, não enxergo em minhas palavras - ou ações - o que atraiu os olhares. E se já tive alguma essência bonita, jovial, romântica ou inocente, creio que todas foram extinguidas de meu âmago - e não tenho intenção alguma de descobrir o que foi posto em seu lugar.

domingo, 29 de janeiro de 2012

+

''A certa idade, que varia segundo as pessoas mas, que se situa por volta dos quarenta, a vida começa a parecer-nos insípida, lenta, estéril, sem atrativos, repetitiva, como se cada dia não fosse senão o plágio do anterior. Algo em nós se apaga: entusiasmo, energia, capacidade de fazer planos, espírito de aventura ou simplesmente apetite de prazer, de invenção ou de risco. É o momento de fazer uma paragem, reconsiderar a vida sob todos os seus aspectos e tentar tirar partido das suas fraquezas. Momento de suprema eleição, pois trata-se, na realidade, de escolher entre a sabedoria e a estupidez. ''

Julio Ramón Ribeyro, in Prosas Apátrida

Marcas

Guardo essas marcas de descaso, que tive comigo durante o tempo em que ''pensei'' com o coração. Se antes tive vergonha ao ponto de escondê-las, hoje exibo cada cicatriz e apresento-a ,pelo nome, para quem se interessar. Sei que isso se deve apenas pela minha incapacidade de nutrir qualquer coisa irracional - como antes costumava fazer.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sempre gostei de extremidades.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Pertenço à ti em retribuição ao seu amor por mim

Nunca acreditei muito em qualquer coisa relacionada ao amor, ou laços afetivos que mantém um certo equilíbrio mental em nossas vidas quando adultos. Claro que nunca deixei transparecer tal sinceridade e completa falta de fé nesse mundo débil e doente.
Entenda, toda vez que me dispus a acreditar em alguém acabei me arrependendo amargamente. Por que algum dia seria diferente? - O mundo dá voltas... Ouço dizerem; mas nunca acreditei em tal clichê.
Sei que ninguém , além de mim, tem culpa das desgraças que se abatem , sequencialmente, em minha vida, mas gosto de ser precavido, mantendo o mínimo de intimidade possível em uma relação - seja "amorosa", amigável, ou profissional.
Estourei minha cota de romantismo. Deixei-me incendiar á cada fagulha quando deveria apenas ter me aquecido. Amornado.
Sempre considerei-me um homem contido, correto, sempre água fervente - não deveria ter me iludido com chamas que evaporariam minha água, e deixariam apenas um vazio de mim... Como se roubassem algo valioso - valioso não, necessário.
Hoje em dia , não consigo lembrar de como eu era há alguns tempos. Recordo de pouquíssimos momentos em que senti um coração batendo, mais intenso, de vontade. Minha memória andou fazendo uma faxina em setores, apagando alguns detalhes que eu preferia não esquecer - mas que , infelizmente, foi preciso.
Meu foco tornou-se linear e , sobretudo, a única razão para continuar nessa batalha diária entre querer viver e nunca mais acordar.
Existem pessoas que não sabem lidar com magnitudes sentimentais e , bem, com o tempo acabei me tornando uma delas.
Mentiras necessárias já sobrepõe romantismo trivial e desnecessário - como acostumei-me ouvir em vozes de rejeição.